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  • Isabela Schmidt

Metas


Acho que eu teria aprendido a sambar. Ou então teria cumprido aquela promessa de Ano Novo acumulada que é fruto da pura mesquinhez condicional. Mas acho que sambar mesmo.


Afinal, sou brasileira, e toda boa brasileira carrega nos quadris os movimentos paradieróticos herdados das tentadoras Capitus e Gabrielas. Carrega o peso das mãos largas que prendem e trancam contra vontade o corpo que se solta com o rebolado, ao som do provocante hino da Mangueira.


Entretanto, não é o isolamento o período de reflexão e autoconhecimento, de encontro com as origens? Nada mais natural que negligenciar aspectos da saúde e acumular insistências educacionais para ir expor meus flancos de jovenzinha promissora na Avenida Principal. Não foi isso que Carnavália executiva me ensinou?



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